Infertilidade: algumas DSTs podem causar infertilidade

As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) não são problemas da modernidade. Elas já estão presentes na vida dos seres humanos há muitos séculos e trazem complicações diversas para a saúde, inclusive no que se trata de fertilidade.

Essas doenças afetam o sistema reprodutor de homens e mulheres podendo causar a infertilidade e interferindo nos planos de constituir uma família. É por isso que, além de todas as outras razões, é fundamental se prevenir contra esses problemas e tratá-los ainda no começo.

Preparamos este artigo para falar um pouco mais sobre as DSTs e apresentar aquelas que causam infertilidade na mulher. Continue lendo para saber quais são elas e por que isso acontece.

Os impactos das DSTs no sistema reprodutor

São classificadas como DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) aquelas que são adquiridas principalmente pelo contato sexual desprotegido. Elas ocorrem tanto em relações hétero como homossexuais, sendo que o contato entre genitálias ou com a mucosa bucal pode transmitir seus agentes causadores.

Existem diversos tipos de DSTs com gravidades variadas e sintomas dos mais diferentes. Algumas delas são:

  • HPV;
  • AIDS;
  • gonorreia;
  • DIP;
  • clamídia;
  • herpes;
  • hepatite;
  • sífilis.

Elas começam de uma forma discreta, porém, evoluem e trazem grandes prejuízos para o organismo, podendo deixar sequelas que incluem a infertilidade.

No caso da mulher isso acontece porque as DSTs afetam a tuba uterina, estrutura percorrida pelo espermatozoide para fertilizar o óvulo. Além disso, essas doenças quando, se manifestam de forma mais grave, estimulam o desenvolvimento de pequenos tumores.

O tratamento inclui, muitas vezes, a retirada da tuba e dos ovários, assim, a mulher pode sentir dificuldade ou ficar impossibilitada de engravidar por vias naturais ou até mesmo com os tratamentos de reprodução humana. 

DSTS que causam infertilidade na mulher

Nem todas as DSTS manifestam sintomas visíveis ou aparentes para facilitar o seu diagnóstico. Algumas passam despercebidas até que já estejam em um estágio mais avançado, trazendo sérias complicações para a fertilidade da mulher.

Afinal, como você viu, essas doenças afetam estruturas fundamentais do aparelho reprodutor e, quando não são as lesões que causam a infertilidade, o tratamento adotado é que pode deixar essa sequela.

Veja a seguir algumas DSTS que exigem muita atenção porque podem interferir nos planos da mulher de ter um filho.

Gonorreia

Causada por uma bactéria que causa dor e coceira na região pélvica, corrimento amarelado com pus e ardência para urinar. Quando não tratada a bactéria se aloja no útero e causa inflamação dos órgãos provocando aborto espontâneo e infertilidade. Cerca de 20% das mulheres infectadas também desenvolvem algum tipo de doença nas trompas.

Clamídia

Também causada por uma bactéria, mas em cerca de 70% do casos os sintomas não são aparentes. De toda forma, essa doença provoca dor durante a relação sexual, corrimento com aspecto de clara de ovo e ardência na uretra e vagina. Também causa parto prematuro e inflamações no ovário, útero, bexiga e intestino, além da infertilidade.

DIP

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma condição considerada como grave que apresenta os riscos características de uma infecção, além de provocar alterações anatômicas nos órgãos reprodutores femininos.

Por isso ela está relacionada com casos de infertilidade, afinal, muitas vezes essas alterações não podem ser corrigidas sendo que ocorrem aderência das tubas em outros órgãos, como no útero ou no intestino e obstrução tubária. Assim existe a perda de mobilidade e impedimento para que o espermatozoide encontre o óvulo ou se movimenta.

Outras doenças que trazem complicação para fertilidade

Como dito, nem todas as DSTs causam infertilidade em função das estruturas que afetam, porque para muitas o tratamento é que se faz agressivo demais. Em alguns casos é necessário fazer a retirada dos ovários, das trompas e até mesmo de parte do útero.

Também as cicatrizes causadas por tratamentos como a cauterização dificultam o funcionamento do sistema reprodutor e, quando não tornam a mulher infértil, dificultam bastante a gravidez.

Entre essas doenças cujo tratamento prejudica a fertilidade por causa dos seus efeitos colaterais podemos citar hepatite B, sífilis, herpes e HPV. Neste último caso, por exemplo, acontecem alterações cancerosas no colo do útero, sendo que um procedimento cirúrgico para retirada de parte deste órgão pode ser recomendado pelo médico.

A melhor medida ainda é a prevenção, mantendo relações sexuais protegidas com preservativo. O acompanhamento ginecológico também é fundamental para diagnosticar os problemas ainda no começo e evitar que evoluam para quadros mais graves. Assim conseguimos evitar a infertilidade para que a mulher não tenha problemas em realizar o sonho de ser mãe.

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Doutor Armindo Dias Teixeira

Médico ginecologista formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em medicina reprodutiva e cirurgia minimamente invasiva.

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