Candidíase

O que é Candidíase?

Não são apenas as bactérias consideradas do bem que habitam o corpo humano. Nosso organismo também é o habitat de outros microrganismos que podem desencadear doenças. Porém, nem sempre eles estimulam sintomas, pois o sistema imunológico consegue controlar a sua proliferação.

Esse é o caso de um fungo chamado Candida albicans. Ele é o principal causador da candidíase, e pode viver em nosso organismo sem que a doença se manifeste. Mas, quando o sistema imunológico sofre algum abalo, então ele vê a oportunidade de se proliferar de forma exagerada.

Esse fungo não afeta somente a região genital, mas pode ocorrer na virilha, nas nádegas, na parte interna das coxas, sob as mamas, na barriga, nas axilas, no pescoço e até mesmo no vão dos dedos.

Essa infecção recebe nomes diferentes, conforme o local em que se manifesta. Assim, ela pode ser a candidíase oral, invasiva, de esôfago, vaginal ou, quando no pênis, balanopostite. Também afeta a pele, e neste caso, recebe o nome de intertrigo candidiásico.

Assim como todo fungo, o Candida prefere se instalar em áreas quentes e úmidas. É por isso que ele tem mais facilidade ou propensão para se manifestar nas partes íntimas, nas dobras de pele e ainda na boca ou garganta.

Causas da Candidíase

Como dito, o fungo pode viver no corpo humano sem causar problemas para a saúde, porém, quando vê uma oportunidade, ele acaba se manifestando e gerando os sintomas da doença.

A baixa imunidade decorrente de uma gripe ou resfriado, o uso de antibióticos, a falta de vitaminas ou a gravidez são algumas situações que possibilitam que esse fungo se reproduza causando a candidíase.

Embora seja mais comum que a Candida albicans afete o ser humano, existem mais de 20 espécies de Candida. Felizmente essa não é uma doença classificada como grave, e ela tem cura. De toda forma, seus sintomas são incômodos e podem evoluir, por isso, exigem atenção, ainda porque o fungo pode ser transmitido para outras pessoas.

Na gravidez, a candidíase se manifesta porque acontecem mudanças nas características do genital feminino. Ele passa a apresentar maior vascularização, o pH se altera e ainda existe diminuição da imunidade local. Todos esses fatores estimulam a proliferação de fungos.

No caso dos antibióticos, o uso daqueles que são eficazes contra várias bactérias acaba afetando também as que protegem o organismo. Assim, ele fica mais propenso para o desenvolvimento de microrganismos como o Candida.

Essa infecção também pode ser causada por um aumento nos níveis de estrogênio. Nesse caso, incluem-se as mulheres grávidas, as que fazem terapia com esse hormônio e aquelas que fazem uso de pílulas com dosagem alta de estrogênio.

Outros fatores que estimulam a proliferação do fungo e podem causar a candidíase são:

  • O consumo exagerado de doces e carboidratos, que alteram o pH vaginal, e no caso do açúcar, alimenta o fungo;
  • O uso de roupas molhadas;
  • Frequentar piscinas e não secar adequadamente a pele.

Sintomas da Candidíase

A candidíase não manifesta sintomas debilitantes ou que venham interferir na rotina da mulher. Porém, pode reduzir o seu bem-estar, conforto e abalar a sua qualidade de vida e autoestima.

Isso porque as manifestações da candidíase vaginal são bastante incômodas para a mulher, que não pode amenizá-las senão por meio do tratamento para essa infecção. São sintomas da candidíase vaginal:

  • coceira intensa no genital;
  • vermelhidão no local;
  • inchaço da região;
  • corrimento esbranquiçado semelhante a leite coalhado;
  • formação de placas esbranquiçadas na vagina;
  • sensação de queimação ou dor ao urinar;
  • dor ou desconforto nas relações sexuais.

Quando a candidíase se manifesta em outras partes do corpo, ela apresenta sintomas diferentes. No caso do homem, manifestam-se basicamente os mesmos sintomas, e ainda feridas ou rachaduras na pele peniana e odor forte no genital. 

Incidência da Candidíase

De acordo com um estudo realizado pelo médico pesquisador Dr. Jack D. Sobel, a candidíase afeta cerca de 75% das mulheres. Sendo assim, 3 em cada 4 terão ao menos um episódio de candidíase vaginal durante toda a sua vida.

Isso porque trata-se de uma doença comum entre mulheres. Ela não afeta somente aquelas de uma determinada faixa etária, embora seja muito mais comum durante a idade fértil, com vida sexual ativa. Apesar de a candidíase não ser considerada uma doença sexualmente transmissível, ela pode ser contraída pelo contato sexual. 

Diagnóstico da Candidíase

O diagnóstico da candidíase se inicia com a conversa entre médico e paciente. Por meio de seu relato dos sintomas e do seu histórico, o médico começa a ter uma base para identificar o problema.

Também é realizado o exame físico para observação da genital, tanto das partes externas, como do canal vaginal e do colo do útero. Ao mesmo tempo, o especialista pode fazer a coleta de amostras do corrimento para análise em laboratório.

A confirmação da presença de Candida albicans é obtida com essa análise, onde se verifica a existência de uma colonização alta do fungo.

Como tratar a Candidíase?

O tratamento da candidíase não é complicado, invasivo ou dolorido. Ele se baseia na aplicação de pomadas diretamente na vagina, a ingestão de comprimidos com ação antifúngica específica, ou a combinação de métodos.

As pomadas possibilitam um resultado mais rápido por agirem diretamente no local, e ainda oferecem uma sensação de alívio dos sintomas mais rápida. Porém, os comprimidos também são bastante eficazes.

As doses e o tempo de duração do tratamento são determinados pelo médico, mas, cerca de 7 dias poderão ser suficientes para controlar a proliferação do fungo. Durante esse tempo é recomendado que a mulher não mantenha relações sexuais, em especial sem o uso do preservativo.

Quando a candidíase é recorrente, é preciso que a mulher alerte seu médico sobre essa condição, para que ele possa adotar outros tratamentos que ajudem a reduzir as reincidências.

Candidíase: prevenção

Embora o Candida albicans exista no organismo da mulher, é possível evitar que ele se prolifere de forma descontrolada. Para isso, é importante manter a região íntima sempre seca e limpa, evitando peças íntimas que abafem a pele. 

Também é importante evitar o uso contínuo de absorventes internos, e manter uma alimentação saudável e equilibrada. No caso dos diabéticos, o controle da glicose é fundamental para não alimentar o fungo.

As roupas muito justas promovem um ambiente propício para a proliferação do fungo, então, o ideal é evitar usá-las com frequência. E em todas as relações sexuais, recomenda-se o uso do preservativo.

Dr. Armindo
Dias Teixeira


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