Colocação de DIU

O que é o DIU?

O DIU (Dispositivo Intrauterino) nada mais é do que um método contraceptivo, utilizado por mulheres que não desejam engravidar num momento determinado. O DIU é um pequeno objeto em formato de ferradura (T ou Y), que é introduzido na cavidade uterina a fim de inibir a fecundação do óvulo.

Ao contrário do que muitas mulheres acreditam, o DIU não é um método de barreira, pois ele apenas bloqueia a passagem dos espermatozoides. Esse dispositivo, na verdade, provoca alterações no útero, que o torna um ambiente hostil para o espermatozoide. Isso significa que não haverão condições ideais para que o espermatozoide sobreviva, fecunde o óvulo e este se implante no útero.

Tipos de DIU

Atualmente, existem dois tipos de DIU, sendo eles: DIU de cobre e DIU hormonal.

DIU de cobre

O DIU de cobre, como o próprio nome indica, é um dispositivo que contém o cobre em sua composição. Ele libera aos poucos o metal no útero, alterando as condições naturais que favorecem a gravidez.

O cobre não é perigoso para a mulher e a quantidade liberada é muito pequena, por isso, trata-se de um método seguro. A duração de um DIU de cobre pode chegar a 10 anos, e após esse período, caso a mulher decida continuar utilizando, ela deve trocá-lo.

A desvantagem do DIU de cobre é que ele pode aumentar o fluxo menstrual, e ainda provocar cólicas nesse período. Por isso, ele não é indicado para mulheres que já possuem um fluxo intenso, e também aquelas que apresentam cólicas menstruais naturalmente.

Ele também não é indicado para mulheres que têm alergia ao cobre, porque embora as quantidades liberadas sejam mínimas, isso poderia desencadear reações orgânicas indesejadas e complicações.

DIU Hormonal

Esse tipo de DIU também é conhecido como Mirena, e ele atua no útero de uma forma diferente do anterior. Neste caso, o dispositivo contém hormônios, como uma pílula anticoncepcional.

Com o tempo, o DIU libera esse hormônio e ele fica concentrado no útero, sendo que uma pequena fração chega na corrente sanguínea, algo bem menor do que no caso das pílulas. Por isso, não provoca reações como ocorre em algumas mulheres.

Retido no útero, o hormônio altera o endométrio e as condições uterinas. Assim, o espermatozoide encontra um ambiente hostil para a fecundação.

Por alterar o endométrio, o DIU hormonal reduz o fluxo menstrual aos poucos, e pode até mesmo acabar cessando-o. Mas, isso não significa que a mulher esteja estéril, porque se ela decidir ter um filho, basta retirar o dispositivo para que o útero volte as suas condições normais.

Esse tipo de DIU é contraindicado apenas em casos específicos, já que não oferece efeitos colaterais indesejados e é bastante seguro. Sua durabilidade, entretanto, é menor do que o de cobre, sendo de 5 anos.

Tanto o DIU de cobre como o hormonal são métodos muito eficazes para evitar a gravidez não planejada. Mas, é necessário que a mulher tenha um acompanhamento frequente para observar se o DIU está no lugar ideal, a fim de evitar dores, desconfortos ou lesões no útero.

Indicação do DIU

O DIU é indicado para mulheres que não desejam a gravidez no momento. Ele permite que seja feito um planejamento para que a gestação aconteça somente quando a mulher, ou o casal, quiser. Por ser um método reversível, não provoca nenhum impedimento para gestações futuras.

Entretanto, é preciso entender que o DIU apenas protege contra a gravidez, não sendo eficaz para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Portanto, ele não impede a troca de fluidos corporais entre o casal. Além disso, é indicado para mulheres que mantém uma relação estável, e também para aquelas que possuem mais de um parceiro. Mas, o método deve sempre ser combinado com o preservativo, para evitar as DSTs.

Como funciona o DIU?

Para colocar o DIU, independente do tipo, a mulher precisa se consultar antes com o ginecologista. Ele fará uma entrevista para saber como o organismo da mulher trabalha, se ela poderia fazer uso do dispositivo, e qual deles é o mais indicado.

Também é preciso realizar um exame de ultrassom transvaginal, para analisar o aparelho reprodutor. Esse exame irá verificar se não existem alterações na anatomia, ou se a mulher não está grávida.

Se não houver nenhum impedimento para a colocação do DIU, então o procedimento poderá ser feito no consultório do ginecologista. A mulher deve permanecer em posição ginecológica, para que o médico possa dilatar o canal vaginal com o espéculo e visualizar o colo do útero.

Ele fará a limpeza do colo com um produto antisséptico para evitar infecções. Então avaliará o tamanho, a posição e a mobilidade do colo uterino por meio do exame de histerometria. O DIU é inserido no fundo do útero, pelo orifício do colo, com auxílio do aplicador.

A colocação do DIU é simples e não requer internação ou anestesia, a não ser em casos específicos e se a mulher solicitar. De toda forma, um ligeiro desconforto existe, mas é bem tolerado, e a mulher pode retornar para suas atividades logo após o procedimento.

Podem se manifestar ligeiras cólicas, que são tratadas com medicamentos indicados pelo ginecologista. Depois, é preciso fazer apenas um acompanhamento anual para analisar o DIU e o útero.

Em casos de desconforto, dores ou qualquer outro problema, a mulher deve consultar o médico. Como dito, esse é um procedimento seguro e que garante ótima eficácia contraceptiva.

Dr. Armindo
Dias Teixeira


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