Gravidez Molar

Existem casos em que ocorrem problemas durante a fertilização de um óvulo e, ao invés de formar um embrião saudável, na verdade forma-se um grande aglomerado de células, o que inviabiliza o desenvolvimento de um bebê.

Esse quadro recebe o nome de gravidez molar, também chamado de mola hidatiforme, e que se enquadra no grupo de tumores trofoblásticos gestacionais. Você já ouviu falar sobre esse problema?

Continue lendo o nosso artigo porque explicaremos ao certo o que é gravidez molar, os seus tipos, os sintomas que desencadeia, as complicações que pode ocasionar, entre outras informações. Acompanhe!

O que é gravidez molar?

A gravidez molar classifica-se como uma complicação rara da gestação. Ela ocorre quando acontece algum problema durante a fertilização, sendo que as células que deveriam formar a placenta crescem de uma forma anormal. Assim, se forma um amontoado celular, inviável para o desenvolvimento de um bebê.

Nesses casos a gestação precisa ser interrompida, porque não existe possibilidade de reverter o problema. Essa complicação recebe duas classificações diferentes, sendo a gravidez molar parcial e a completa.

Gravidez molar parcial

Na gravidez molar parcial, quando o óvulo é fertilizado ele apresenta todo o conjunto de cromossomos da mãe, no entanto, os do pai aparecem em número dobrado. Assim, em vez de 46 somamos 69 cromossomos no total. Nesse caso, há duplicação dos cromossomos masculinos ou dois espermatozoides fertilizam o óvulo.

Ocorre a formação do tecido da placenta juntamente com cistos, o embrião começa o seu desenvolvimento, mas por não ser normal, ele não encontrará condições para sobreviver e não se tornará um bebê.

Gravidez molar completa      

Na gravidez molar completa o óvulo não tem os cromossomos femininos e os masculinos, pertencentes ao espermatozoide, são duplicados. Não acontece o desenvolvimento de um embrião, não há formação de tecido placentário nem de membrana amniótica.

O que se percebe no lugar dessas estruturas é a formação de uma massa de cistos que se parece com um cacho de uvas. Da mesma forma como acontece no caso anterior, é necessário interromper a gestação, mesmo porque não existe embrião e ele não se formará.

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Quais são os sintomas da gravidez molar?

No começo do ciclo a gravidez molar desencadeia sintomas como aqueles de uma gravidez normal. Porém, geralmente entre a 6ª e a 16ª semana pode acontecer um sangramento contínuo ou não, e com intensidade leve ou forte. Além disso, também ocorrem outras manifestações como:

  • náuseas muito fortes;
  • vômitos;
  • inchaço abdominal;
  • elevação anormal do hCG (hormônio da gravidez).

Há casos em que o aborto espontâneo acontece normalmente e, somente por meio da análise do material é que se descobre que era uma gestação molar.

Como essa condição é tratada?

É importante ressaltar que uma vez ocorrido o problema durante a fertilização do óvulo não é possível reverter esse processo e promover o desenvolvimento de um embrião saudável. Portanto, o tratamento da gravidez molar consiste na retirada do material e procedimentos para assegurar a saúde da mulher.

Uma vez diagnosticada essa condição, é feita uma curetagem para retirar o tecido anormal. Há casos em que é necessário realizar esse procedimento uma segunda vez para remover possíveis sobras. Depois disso, a mulher precisará manter um acompanhamento médico para realização de exames com o intuito de monitorar o nível do hCG até que ele zere.

A gravidez molar provoca complicações?

O aglomerado celular que se forma no organismo da mulher se classifica como benigno, entretanto, pode se espalhar para fora do útero, de toda forma, é possível tratar. Por essa razão a mulher precisa de acompanhamento por cerca de seis meses após o diagnóstico, afinal, minúsculas quantidades de tecido migram para outras partes do corpo, mesmo depois de meses do tratamento.

Esse problema é chamado mola hidatiforme invasiva, sendo que o tecido molar se desenvolve no músculo uterino e pode migrar pela corrente sanguínea, atingindo o fígado, os pulmões e até mesmo o cérebro. Essa complicação é mais comum nos casos da gestação molar completa.

Outra condição desencadeada por esse problema é a doença trofoblástica gestacional persistente, quando em casos raros as células anormais continuam no corpo mesmo depois que o tumor é retirado. Aqui é recomendada a quimioterapia para evitar que a doença migre para fora do útero.

Em casos mais raros ainda a gravidez molar completa provoca o desenvolvimento de um cariocarcinoma, tipo muito incomum de câncer mas que também pode ser tratado. A sua ocorrência é de cerca de 1 em cada 30.000 gestações do tipo mola ou em casos de aborto espontâneo.

É interessante esclarecer que mulheres que tiveram uma gravidez molar não estão impossibilitadas de tentarem uma nova gestação. No entanto, é preciso conversar com o especialista para que ele instrua sobre o tempo adequado de espera, dependendo de cada caso e do tipo de tratamento ao qual a mulher foi submetida. De toda forma, na grande maioria das vezes essa complicação não interfere na fertilidade.

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Doutor Armindo Dias Teixeira
Médico ginecologista formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em medicina reprodutiva e cirurgia minimamente invasiva.

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