A indução de ovulação engorda?

Para realização de tratamentos para infertilidade, uma das etapas é a indução da ovulação. Ela estimula a liberação de óvulos para que a mulher tenha maiores chances de engravidar de forma natural, ou para que os gametas sejam coletados e fertilizados in vitro.

Por não se tratar de um processo natural, já que é necessário administrar medicamentos para fazer essa estimulação, uma preocupação das pacientes é se o tratamento engorda. E neste post nós vamos explicar isso. Continue lendo para saber mais!

Como e por que é feita a indução da ovulação?

Alguns casais apresentam dificuldade para engravidar por vias naturais, e por isso, podem precisar recorrer a tratamentos, e a indução da ovulação é um deles. Ela é indicada quando não há problemas na qualidade do sêmen, ou na anatomia do aparelho reprodutor feminino, mas ainda assim a fecundação não acontece.

Nesses casos, o especialista acompanha a mulher e indica o uso de substâncias que vão estimular o seu organismo a maturar e liberar mais de um óvulo. Assim, as chances de que  a fecundação aconteça são maiores.

Os medicamentos atuam sobre a produção hormonal para estimular a ovulação. Por isso, é comum que aconteçam efeitos colaterais, como dor de cabeça, nos seios ou abdômen, cansaço, irritabilidade entre outros. Mas também há que diga que a indução da ovulação pode levar ao ganho de peso, mas será que é verdade?

O ganho de peso é um efeito colateral da indução da ovulação?

Algumas mulheres que se submetem à indução da ovulação relatam o aumento do peso corporal como consequência do procedimento. Porém, na verdade esse tratamento não engorda, embora possa causar essa sensação.

Isso ocorre porque a mulher pode se sentir inchada, em alguns casos, ocorre a distensão ovariana, e essas condições podem alterar transitoriamente as medidas de mulheres mais magras. Porém, isso não significa que o corpo acumulou gordura.

Mesmo porque, a duração do tratamento é pequena, com cerca de 15 a 22 dias, tempo insuficiente para que a mulher de fato apresente alteração no volume de gordura corporal. Mas ainda assim é preciso estar atenta ao comportamento alimentar.

O que pode causar ganho de peso durante o tratamento?

É comum que os casais que tratam a infertilidade fiquem mais ansiosos, em especial a mulher, quando faz a indução da ovulação. Essa expectativa para saber se tudo dará certo pode provocar alterações no apetite.

O consumo de doces, bem como o aumento da ingestão de outros alimentos, são comportamentos típicos de pessoas ansiosas, e isso pode levar ao ganho de peso durante o tratamento. Mas não em decorrência da medicação.

Outro fator também notado, é a mulher alterar a sua rotina na tentativa de não interferir no tratamento. Com isso, algumas deixam de ir à academia, interrompem certas atividades e reduzem o esforço físico.

Todas essas ações podem alterar um pouco as medidas corporais, especialmente em função da retenção de líquidos. Quando em repouso, o corpo pode acumular líquidos e ficar inchado, dando a impressão de que a mulher engordou.

Mas não é recomendado que as atividades rotineiras sejam interrompidas, haja visto que elas não interferem na indução da ovulação. Somente em casos muito específicos, em que há problemas de saúde, é que o médico pode recomendar o repouso.

No mais, a mulher deve seguir com sua vida normal, manter a rotina de exercícios e atividades, continuar seu trabalho ou estudos. Inclusive, tudo isso vai ajudar a aliviar a ansiedade e o estresse, favorecendo a fecundação, porque o estado emocional também é importante nesse caso.

Por isso, se você está ainda indecisa se deve ou não fazer a indução da ovulação, fique tranquila, porque ela não engorda. Mas procure por um bom profissional para lhe assessorar, porque fazer a automedicação aumenta os riscos de complicações, como a síndrome do hiperestímulo ovariano.

Doutor Armindo

Ginecologista e especialista em reprodução humana

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Doutor Armindo Dias Teixeira

Médico ginecologista formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em medicina reprodutiva e cirurgia minimamente invasiva.