Quando é necessário fazer a Cauterização do útero?

Ao longo de sua vida a mulher pode desenvolver feridas no útero. Elas são decorrentes de vários fatores, como o uso de anticoncepcionais, infecções ou casos de HPV, e para tratar esses problemas é realizada a cauterização do útero.

Embora o nome cause espanto em muitas mulheres, esse é um procedimento simples e seguro, também muito eficaz para estimular a regeneração uterina. E nós vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre ele.

Continue lendo o artigo e entenda quando deve ser feita a cauterização do útero, como ela é realizada, como se dá a recuperação e ainda se existe risco de complicações.

Indicações da cauterização do útero

As feridas uterinas são um quadro bastante comum entre as mulheres, em especial aquelas mais jovens em função do uso de pílulas anticoncepcionais. Também é comum entre as gestantes, porque tanto no caso delas como para quem toma pílulas, há o aumento do nível de estrogênio, o que provoca as lesões.

Mas esse quadro inflamatório também é ocasionado em função de infecções vaginais e pelo HPV. Sua característica é que nem sempre apresenta sintomas, embora em certos casos provoque dor no baixo ventre, sangramento durante a relação sexual e corrimento.

Nesses casos a cauterização do útero é indicada para que as lesões não evoluam para feridas maiores, que causariam incômodos constantes. E quando causadas pelo HPV é fundamental realizar o tratamento para que as células não venham desencadear o câncer de colo de útero.

O procedimento visa cauterizar (queimar) os tecidos lesionados para que seja estimulada a renovação celular. Assim, novas células saudáveis se desenvolverão, inibindo o aumento da lesão já existente.

Como é feita a cauterização do colo do útero

Esse tratamento não se trata de algo complexo e a mulher não precisa ficar internada para sua realização. A fim de evitar dores e desconfortos, ela recebe uma anestesia, que pode ser local. Não é preciso uma preparação específica, apenas que a mulher não esteja menstruada e nem apresente infecções vaginais.

Com a paciente em posição ginecológica o médico fará dilatação do canal vaginal, a aplicação da anestesia no colo do útero e realizará a cauterização. Para isso ele pode adotar métodos como o uso de ácidos, eletrocauterização ou aplicação de laser.

O método a ser adotado depende da lesão e de quantas camadas de tecido precisam ser cauterizadas. Assim, isso pode variar para cada caso e segundo aquilo que o especialista julgar mais eficiente.

O procedimento dura cerca de 20 minutos, e depois de findo, a mulher está liberada para retornar para suas atividades rotineiras. Apenas é indicado que ela não mantenha relações sexuais pelo tempo recomendado pelo médico, que varia em função de quantas camadas foram cauterizadas.

Cuidados na recuperação

Após a realização da cauterização do útero a mulher poderá sentir dores abdominais e apresentar sangramentos durante alguns dias. Para aliviar a dor o médico recomendará um analgésico.

É recomendado que, além da abstenção de sexo, a mulher também evite o uso de duchas vaginais e absorventes internos. Ainda é preciso seguir as instruções sobre os medicamentos para recuperação, como cremes vaginais cicatrizantes.

Todos esses cuidados evitarão que aconteçam complicações após a cauterização do útero, como infecções, que podem vir acompanhadas de febre, corrimento, aumento do sangramento, vermelhidão no genital.

É comum que a mulher perceba a descamação do tecido, e essa situação é natural, porque os tecidos estarão se regenerando. Mas em casos de dúvidas é valido relatar ao médico a situação para receber mais instruções.

A cauterização do útero é um tratamento seguro que ajuda a cuidar da saúde íntima da mulher. Trata-se de um procedimento importante para evitar lesões maiores e ainda prevenir o surgimento do câncer em certos casos. Mas lembre-se de sempre recorrer a um bom profissional para que o tratamento seja feito com responsabilidade e apresente os resultados desejados.

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Doutor Armindo Dias Teixeira

Médico ginecologista formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em medicina reprodutiva e cirurgia minimamente invasiva.

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