Como é o congelamento de embriões, óvulos, sêmen e tecidos?

Com as novas tecnologias de criopreservação, é possível congelar células e tecidos humanos com maiores chances de sucesso no processo. Assim, o congelamento de embriões, óvulos, sêmen e tecido evoluiu bastante, permitindo maior aproveitamento do material congelado.

Esse é um salto importante e significativo, porque dessa forma as amostras são conservadas e descongeladas sem danos. E quem se beneficia com esse avanço são as pessoas que desejam preservar materiais para prevenir a infertilidade, ou para doar a outras pessoas.

Neste post vamos falar um pouco sobre a criopreservação para que você entenda mais sobre esse assunto e a importância dessa técnica. Acompanhe.

Congelamento de embriões

Na realização da fertilização in vitro, pode acontecer o desenvolvimento saudável de diversos embriões. Porém, o casal não precisa de todos para transferir ao útero, e alguns acabam como excedentes.

Esses embriões podem ser congelados para uma futura transferência. O processo de criopreservação não acarreta danos para os embriões, que podem ser descongelados posteriormente para que o casal tenha um filho.

Essa técnica permite, por exemplo, que casais possam garantir que poderão ter mais um filho, se por acaso existir o risco de infertilidade em um dos dois. Assim, ainda que não seja possível a fecundação de forma natural, o embrião já está pronto.

Congelamento de óvulos

Na técnica antigamente empregada para o congelamento de óvulos existia uma perda grande das células em função da formação de cristais de gelo. Hoje, eles podem ser preservados para uso futuro, sem danos a sua estrutura.

A técnica é ideal para mulheres que desejam preservar seus gametas para uma gestação futura, caso a ovulação seja comprometida por alguma doença ou em função da idade. E também é a forma como são compostos os bancos de óvulos para doação.

Nesse caso, mulheres que realizam a estimulação dos ovários, e coletam gametas excedentes, podem optar por guardar para si ou doar as células para outro casal. Lembrando que a doação é anônima e voluntária.

Congelamento de sêmen

Assim como a mulher pode congelar seus óvulos, o homem também pode preservar o sêmen, e pelas mesmas razões. A amostra masculina é criopreservada caso o paciente apresente ou tenha chance de desenvolver doenças que comprometeriam sua fertilidade.

Assim, o congelamento do sêmen possibilita que ele tenha filhos no futuro, e também caso decida fazer uma vasectomia, mas queira preservar seus gametas se mudar de ideia e queira ter filhos no futuro.

O sêmen também é congelado para formação do banco de doadores. As amostras são doadas de forma voluntária e anônima para ajudar casais que não possam contar com os gametas masculinos do parceiro.

A preservação de sêmen e de óvulos também é uma opção para casais que não se sentem a vontade com o congelamento de embriões.

Congelamento de tecidos

O congelamento de tecido ovariano atende a um público muito específico, que são as pacientes em idade pré-puberal, ou seja, meninas que ainda não atingiram a puberdade. Essa técnica é utilizada quando é diagnosticado o câncer.

Em função da necessidade de realizar tratamentos, o congelamento de tecidos ovarianos é uma opção para preservar a fertilidade, visto que ela fica ameaçada pelos tratamentos. Assim, no futuro esse tecido é utilizado para transplantes autólogos.

A técnica também é utilizada para mulheres que precisam dar início imediato ao tratamento oncológico, porém, não podem passar pela estimulação ovariana para preservar os gametas, ou fazer o congelamento de embriões.

O congelamento de embriões e outros materiais é uma alternativa muito eficaz para preservação da fertilidade de pessoas que cogitam a hipótese de ter filhos no futuro. Também é uma forma de dar apoio para que casais que não podem usar seus próprios gametas realizem o sonho de serem pais, recorrendo aos bancos de óvulos e sêmen. Por isso, essa técnica é tão importante.

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Doutor Armindo Dias Teixeira

Médico ginecologista formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em medicina reprodutiva e cirurgia minimamente invasiva.

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