Descolamento de placenta

A placenta é uma estrutura que se forma no interior do útero sendo classificada como um órgão vascular. É ela que transmite para o feto, por meio do sangue, os hormônios, nutrientes e o oxigênio que ele precisa para se desenvolver.

A placenta também faz a eliminação dos resíduos de nitrogênio e do dióxido de carbono produzido pelo feto. Ela é como uma bolsa que permite o bebê permanecer protegido durante toda a gestação. O ideal é que permaneça colada ao útero até o final da gravidez, mas em alguns casos pode acontecer do seu descolamento precoce, o que traz um sério risco para o bebê e para a mãe.

Trata-se de um problema recorrente cuja incidência é de cerca de 1% em todo o mundo. É necessário o atendimento de urgência da gestante, já que se caracteriza como um quadro grave. Por isso preparamos este artigo para explicar mais detalhes sobre o descolamento de placenta a fim de que você conheça melhor esse problema e saiba como se prevenir. Acompanhe!

O que é o descolamento de placenta?

Durante os nove meses de gestação a placenta permanece presa ao útero para cumprir todas as suas funções e permitir o desenvolvimento saudável do bebê. Entretanto em alguns casos pode acontecer o desprendimento prematuro dessa estrutura

A esse problema damos o nome de descolamento de placenta, sendo que isso ocorre por volta da vigésima semana de gestação, ou seja, durante o segundo trimestre da gravidez no quinto mês dela.

O que causa o descolamento de placenta?

O desprendimento precoce da placenta pode acontecer em função de fatores traumáticos ou mecânicos e não traumáticos.

No primeiro caso se encontram-se os acidentes, violência e quedas, que são fatores externos; mas há também aqueles internos, como no caso do cordão umbilical curto demais, a movimentação excessiva do bebê, contrações uterinas antes da data prevista e escoamento rápido do líquido amniótico

As causas não traumáticas incluem, principalmente, os casos de hipertensão, que representam 75% do total. Além disso, também podem provocar o problema o diabetes, alcoolismo, tabagismo, uso de drogas, infecções, casos anteriores de descolamento e idade materna avançada.

Quais são os sintomas que esse problema manifesta?

O principal sintoma do descolamento de placenta é o sangramento, que acontece em 70% dos casos e pode ser de três tipos:

  • hemorragia exteriorizada: quando acontece o escape do sangue pelo canal vaginal;
  • sangramento retroplacentário: o fluxo sanguíneo permanece retido atrás da placenta e não pode ser visualizado;
  • hemoâmnio: o sangramento alcança a cavidade amniótica, que é aquela que envolve o feto.

Nos dois últimos casos não é possível para a mulher identificar o sangramento, por isso, somente exames de imagem conseguem fazer o diagnóstico. Outras manifestações também características do descolamento de placenta são:

  • dor intensa que começa de repente;
  • trabalho de parto prematuro;
  • palidez;
  • taquicardia;
  • suor excessivo;
  • contração intensa e prolongada;
  • ausência de tecido placentário próximo ao orifício do colo do útero.

Quais são os riscos que o descolamento de placenta oferece?

O descolamento de placenta é tratado como uma emergência médica porque oferece risco de morte tanto para a mãe como para o bebê. No caso da mulher, o risco maior é de hemorragia, mesmo quando o parto é realizado por indução ou não. Além disso, existe maior probabilidade de acontecerem complicações no pós-parto.

No caso do bebê, os riscos que ele pode sofrer são:

  • nascimento prematuro;
  • baixo peso;
  • falta de oxigenação, que desencadeia sequelas de desenvolvimento;
  • sofrimento fetal no parto.

Como prevenir o descolamento de placenta?

Não existe ainda uma forma eficaz ou recomendação específica para evitar o descolamento de placenta. Isso somente pode ser feito se o fator externo é desencadeado em função do consumo de tabaco, drogas ou álcool.

Para as mulheres que já apresentam uma gravidez de risco, hipertensão ou idade avançada é muito importante manter o rigor das consultas médicas e seguir as recomendações do especialista.

O acompanhamento com o obstetra e o cumprimento dos exames é crucial para que a gestação seja acompanhada de perto e o diagnóstico realizado o mais cedo possível, para que tanto a mãe quanto o bebê recebam atendimento quando necessário, evitando complicações mais severas.

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Doutor Armindo Dias Teixeira

Médico ginecologista formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em medicina reprodutiva e cirurgia minimamente invasiva.

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