Densitometria Óssea

O que é Densitometria Óssea?

Quando a mulher chega à fase da menopausa, ela produz o hormônio estrogênio em menores quantidades, e por essa razão pode sofrer uma perda de massa óssea. Isso porque esse hormônio tem um papel importante na formação do tecido ósseo.

Assim, com o passar do tempo, elas podem desenvolver a osteoporose, condição na qual os ossos ficam mais porosos e frágeis. Como resultado, existem maiores chances de acontecerem fraturas em função de quedas, torções, acidentes e outros.

Com os homens, isso também pode ocorrer, mas o processo é mais lento. E tanto para elas como para eles, e o exame de densitometria óssea é o que favorece o diagnóstico da perda de massa óssea.

Esse exame também ajuda a diagnosticar outras doenças que afetam os ossos. Ele mede a quantidade de minerais presentes nesse tecido, ou seja, sua densidade, e não pode estar nem acima e nem abaixo do considerado ideal para cada sexo, faixa etária e raça.

A importância do exame

Especialmente, observa-se com a densitometria óssea a concentração de cálcio nos ossos. Com base nos valores de referência, é emitido um laudo que aponta se há ou não redução da massa, e isso norteia o tipo de intervenção que será necessária para evitar o avanço da perda, que é contínuo se não for tratado.

A grande vantagem desse exame é que ele é capaz de diagnosticar a perda mineral quando ela ainda está em fase inicial (osteopenia). Ou seja, obtém-se o diagnóstico precoce, antes mesmo de ser possível observar por meio dos raios-X.

Afinal, o raio-X consegue detectar a perda da massa óssea quando ela atinge cerca de 30%, e o quadro já se caracteriza como osteoporose. Nessa fase, já não é possível reverter a perda, apenas estacionar a progressão dela. 

Daí a importância de realizar a densitometria óssea, para não desenvolver a osteoporose. E como a menopausa é um fator de risco da doença, o exame está se tornando cada vez mais comum para mulheres acima de 40 anos.

Indicação de Densitometria Óssea

Como dito, a densitometria óssea é realizada para medir a quantidade de cálcio nos ossos e outros minerais. Por isso, ela é indicada como um exame preventivo, diagnóstico e de acompanhamento de casos de osteopenia e osteoporose.

Esse exame também pode ser realizado em crianças e adolescentes, para avaliar a densidade óssea nessa faixa etária, acompanhando o desenvolvimento dos ossos, e ajudando a prevenir futuros problemas.

A densitometria óssea é indicada para mulheres que estão na idade da menopausa, para as que estão acima de 65 anos e para homens acima de 70 anos. O histórico familiar de osteoporose é um fator a ser considerado para solicitar esse exame.

Além disso, há outros fatores de risco que apontam a necessidade de acompanhar o quadro clínico da paciente, são eles:

  • problemas na tireoide;
  • histórico familiar de fraturas;
  • fumantes;
  • portadores de reumatismo;
  • sedentários;
  • em casos de doença gastrointestinal;
  • quem sofre ou sofreu com cálculos renais;
  • hiperparatireoidismo primário;
  • uso contínuo de corticoides;
  • problemas hormonais;
  • convulsões frequentes.

Quem já foi diagnosticado com doenças ósseas, precisa manter acompanhamento médico e realizar o exame na frequência indicada pelo especialista. Isso ajudará a observar a evolução do caso, bem como os resultados obtidos com o tratamento adotado.

Dessa maneira, é possível que o médico avalie os métodos empregados e mude a estratégia do tratamento, se for preciso. Por isso, a paciente não pode manter a medicação sem orientação médica. Afinal, com o tempo, as necessidades do organismo podem mudar e exigirem adaptações.

Como funciona a Densitometria Óssea?

A densitometria óssea é um exame não invasivo e indolor, que costuma ser rápido, durando cerca de 15 minutos apenas. Não é necessário realizar nenhuma preparação especial, com exceção de evitar suplementos de cálcio para não interferir no resultado e laudo.

O equipamento utilizado assemelha-se a um Raio-X, porém, com índice de radiação pequeno, menor do que a desse exame. O paciente é convidado a deitar-se sobre uma mesa, que fará a captura das imagens e sua transferência para um computador.

A avaliação da densidade óssea é feita na região do fêmur, na coluna lombar e no terço distal do radio. Isso porque essas partes do corpo são aquelas que apresentam maiores chances de fraturas.

As imagens ficam registradas e posteriormente são analisadas por um especialista, que emite o laudo e o resultado do exame. Ele é encaminhado para o médico responsável, que faz a leitura do documento e indica um tratamento se for preciso.

Por ser um exame tão simples, e que não gera nenhum tipo de dor, desconforto ou incômodo, e também não oferece riscos consideráveis para a saúde, é que não há motivo para não realizá-lo.

Em especial para as mulheres maduras, já que a perda de massa óssea para elas é natural da fase em que seu organismo se encontra. Por isso, converse com seu médico se ainda não tiver realizado a densitometria óssea, uma vez que identificar problemas ainda na fase inicial, oferece maiores chances de reverter o quadro e evitar complicações.

 

Dr. Armindo
Dias Teixeira


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