Aderências Uterinas

Você sabe o que são aderências uterinas, também conhecidas como o sinéquias uterinas?

Meu nome é Armindo Dias Teixeira.

O que são aderências uterinas?

Sinéquias uterinas ou aderências intrauterinas normalmente são causadas por alguma lesão que ocorre numa camada do endométrio, chamada camada basal, normalmente secundária alguma manipulação que ocorreu no útero. Normalmente a causa mais frequente são as curetagens uterinas que fazem com que uma parede do útero fique aderida à outra, daí o nome de aderência uterino ou sinéquias uterinas.

O que causa adêrencia uterina?

Outras situações que podem ocasionar essa aderência são cirurgias dentro do útero, que se fazem através de uma histeroscopia, uma polipectomia que raramente pode ocasionar, mas pode provocar também a aderência, polipectomia seria retirada do pólipo através da histeroscopia.

Miomas uterinos dependendo do número de miomas que essa paciente tenha se eventualmente pacientes têm miomas intrauterinos, que são na parede anterior e parede posterior, se é feita a cirurgia em um tempo só, estas duas paredes podem sofrer uma aderência e provocar a sinéquias uterinas.

Miomectomias, retirada de miomas mesmo, ou por laparoscopia ou por cirurgia onde a paciente tem miomas muito grandes, que acometem a cavidade endometrial, essa situação também pode provocar aderências.

Diagnóstico

Então como é que nós vamos descobrir e desconfiar que uma paciente possa ter uma aderência uterina?

Primeiro com a história, nós vamos perguntar para a pacientes se ela sofreu ou passou por alguns desses procedimentos que nós falamos.

O diagnóstico principal, a queixa principal, aliás, é a diminuição do fluxo menstrual. São pacientes que nos relatam “eu passei por uma curetagem uterina” , ou “tive uma infecção no útero” e a partir daquele momento a minha menstruação diminuiu muito e, eventualmente, tem pacientes que até nem tem mais fluxo menstrual. Na história clínica nós vamos perguntar o que ela foi submetida.

Em termos de diagnóstico radiológico, o ultrassom pode nos dar uma suspeita das aderências uterinas. Existe uma perda, existem alguns sinais ultrassonográficas de uma perda da linha endometrial, onde nós podemos suspeitar das aderências uterinas.

Outro exame que auxilia muito no diagnóstico das aderências uterinas, é a histerossalpingografia, o que é histerossalpingografia? É um exame contrastado, cardiológico, onde a paciente vai ser submetida a uma injeção de contraste, através do colo do útero,esse contraste vai penetrar na cavidade uterina e vai naquelas áreas onde existe a aderência, o contraste não vai impregnar , então existem falhas de enchimento que é o nome técnico dessa situação histerossalpingografia.

O exame padrão ouro aquele exame que realmente vai fazer o diagnóstico é histeroscopia diagnóstica. Histeroscopia diagnóstica é um exame que se faz através do canal uterino, é uma câmera que nós vamos acompanhando pelo monitor, e nós vamos visualizar aquelas áreas onde se apresentam essas aderências.

Tratamento

Então é um exame que realmente define o tipo de aderência, a extensão da aderência e faz o diagnóstico final. Como se faz o tratamento dessas aderências uterinas? A aderência uterina como existe uma diminuição da cavidade, existe uma destruição endometrial, ela pode levar à infertilidade, normalmente leva à infertilidade ou então abortamentos de repetição, e nós temos que corrigir essas aderências.

A correção é feita através da histeroscopia cirúrgica, a paciente internada é submetida a uma anestesia é introduzida câmera que o histeroscópio cirúrgico, e através dessa câmera nós vamos fazer a secção, nós vamos cortar essas aderências. Existem várias técnicas, ou se corta com a tesoura, ou se corta com corrente elétrica.

O sucesso ou não da cirurgia vai depender muito da extensão dessas aderências, existem pacientes que têm:

  • Aderências que são somente fibrosas, são aderências frouxas, que você consegue facilmente desfazê-las e restituir a cavidade endometrial, assim como ela era anteriormente.

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  • Existem pacientes que têm aderências muito firmes, são aderências musculares, que são os casos mais difíceis de serem corrigidos, mas o tratamento é cirúrgico através da histeroscopia.

Prevenção

E depois nós temos que cuidar da prevenção dessas aderências, que ela não se forme normalmente, toda vez que se faz um procedimento cirúrgico uma das situações que podem ocorrer é a volta dessa aderência, então nós lançamos mão de medicamentos hormonais, nós interpomos uma barreira para que uma parede do útero não volte a grudar na outra, essa barreira pode ser um DIU, ou pode ser um balão.

Existem balões, hoje, próprios para a prevenção de aderências depois de uma cirurgia histeroscópica. Então esse seria o tratamento das sinequias uterinas.

Mas, o mais importante é que as pacientes tenham essa noção e que de alguma maneira consigam evitar a formação dessas aderências, para que no futuro não venha a ter alguma dificuldade para engravidar, ou mesmo os abortamentos de repetição.

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Doutor Armindo Dias Teixeira

Médico ginecologista formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em medicina reprodutiva e cirurgia minimamente invasiva.

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