Endometriose e Reprodução Humana

Possibilidades: Endometriose e reprodução humana como método de gravidez

Apesar da endometriose dificultar a possibilidade de gravidez, não é impossível que uma mulher consiga ter o desejo de engravidar realizado. E a reprodução humana tem algumas possibilidades como alternativa também.

É importante que o médico acompanhe e então, após o tratamento da endometriose, recomenda-se que a paciente tente engravidar no período de até 1 ano após a limpeza, pois após esse tempo começará o processo de crescimento do endométrio, diminuindo as chances de fertilidade mais uma vez. Esse é um dos motivos para se manter atento e colaborar para a redução da endometriose e assim a facilidade da gravidez. A probabilidade de gravidez para uma mulher acometida por endometriose é de 30 a 60% nos casos leves da doença e de 35% para casos com mais severidade. Procurar um médico competente que entenda de endometriose e reprodução humana e que dê assistência à paciente, vai fazer uma grande diferença.

Para as mulheres com endometriose e que desejam engravidar há duas opções de reprodução humana, a cirurgia ou a reprodução assistida, que vai funcionar melhor dependendo do estado da paciente. A cirurgia de laparoscopia deve ser realizada para retirar os focos onde aparecem a endometriose, e há uma probabilidade em 50% dos casos, de gravidez natural.

Nas metodologias de reprodução humana assistida, temos as alternativas de fertilização in vitro ou inseminação artificial.

Se a paciente não possuir qualquer problema nas tubas uterinas, a inseminação artificial (consiste na inserção de espermatozóides no útero), é uma opção indicada. A fertilização in vitro é indicada principalmente nos casos em que a mulher com endometriose profunda. A endometriose dificulta o processo de captura dos óvulos nas tubas uterinas, portanto o método de fertilização in vitro, que consiste na inserção de óvulos fecundados no útero, seria mais seguro.

O método da fertilização in vitro precisa de um grande estímulo dos ovários, o que provoca um aumento acentuado dos níveis do estrogênio, o que por sua vez; pode ocasionar o crescimentos dos focos de endometriose de forma rápida. Caso a paciente com endometriose tenha algum tipo de lesão severa no intestino ou nas vias urinárias, uma obstrução nesses órgãos podem acontecer, e pode ser muito grave.

É indicado que se faça uma ressonância pélvica por este motivo, afim de identificar a gravidade da endometriose. O uso de pílulas contraceptivas também é um método alternativo. Dessa forma, os riscos são reduzidos e o quadro pra uma fertilização in vitro é favorável.

O bebê que uma mulher que tem endometriose tem as mesmas probabilidades de desenvolvimento de uma mulher saudável. Não é comprovado cientificamente que exista uma ligação entre a endometriose e a chance de um bebê com problemas. A gravidez de uma mulher com endometriose e da não portadora da doença são iguais. Como o hormônio da gravidez (progesterona) atrapalha o desenvolvimento, a gestação protege a paciente da endometriose. Entretanto, nos casos em que a endometriose atingiu a paciente com severidade que tenha se estendido aos ureteres e ao intestino, pode ser necessário que a gestante precise passar por algum procedimento cirúrgico de urgência para desobstrução das vias urinárias ou do intestino.

No período gestacional há um hormônio que favorece o não desenvolvimento dos focos de endometriose, infelizmente só essa produção hormonal de progesterona, não é suficiente para exterminar os focos da doença.

As probabilidades de fecundação vão depender de um conjunto de fatores, como a gravidade com a endometriose, o comprometimento das trompas e da idade da mulher.

Um especialista dá assistência e segurança ao tratamento.

Atualmente, o Brasil é referência internacional no tratamento e qualidade de vida de pacientes com endometriose.

Doutor Armindo

Ginecologista e especialista em reprodução humana

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Doutor Armindo Dias Teixeira

Médico ginecologista formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em medicina reprodutiva e cirurgia minimamente invasiva.